quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Plano Pastoral da Diocese de Viseu para 2015/2016
Objetivo Geral: "Valorizar o sentido de pertença à sociedade, à família e à Igreja" (Paróquia e Diocese)
 
Foco Especial: Família e Juventude
 
Objetivos Específicos:
1º - Proporcionar e valorizar todos os momentos de encontro com o ressuscitado, através dos momentos de adoração e oração, vivência e participação na eucaristia e restantes sacramentos, com um maior cuidado na preparação dos sacramentos do Baptismo, Crisma e Matrimónio.

2º - Ir ao encontro das famílias e jovens, proporcionando realização de experiências de fé, realizando atividades com motivação, adequadas, com espiritualidade que impregne a vida e se torne desejável.

3º - Com o Ressuscitado fazer festa, tendo em conta os acontecimentos relevantes das comunidades e diocese, como aniversários de casamento, festas dos padroeiros, o aniversário dos 500 anos da dedicação da Igreja Catedral de Viseu e o sínodo diocesano.

4º - A partir do encontro com o ressuscitado, viver o acolhimento e o compromisso em favor de todos, aceitando o desafio do Papa Francisco de ir às periferias, testemunhar no quotidiano o Ressuscitado, mostrando o amor do Pai, tornando-nos uma comunidade de portas abertas e coração misericordioso.
 
Método de Execução
Anúncio da fé: valorizar as diversas formas de anúncio e desenvolvimento do itinerário formativo da caminhada de fé nas várias etapas:
- Catequese da Infância e Adolescência
- Jovens – Futuro da sociedade
- Sacramentos da Iniciação Cristã e Matrimónio
- Família
- Escola de Leigos
- Formação
 
Celebração da fé: celebrar, rezar e escutar a Palavra de Deus proporcionando encontro com Cristo, rosto do pai da Misericórdia:
- Acolhimento
- Palavra de Deus
- Sacramento da Reconciliação
- Oração
- Ir ao encontro

Fraternidade: Estar atentos às diversas formas de pobreza que vão surgindo; ir ao encontro de todos e acolher com misericórdia. Hoje a pobreza lança grandes desafios à Igreja.
- Roupeiro Comunitário
- Obras de Misericórdia
- Pobres e frágeis
- Voluntariado

Comunidade: Promover a comunhão Paroquial/ Interparoquial/ Arciprestal e Diocesana:
- Ministérios da Pastoral (catequistas, animadores da liturgia, ministros da comunhão, Confrarias…)
- Comunhão Fraterna
- Comunidade em ação
- Meios informativos e formativos

O que distingue a Teologia Prática das outras áreas do saber teológico, no contexto de universidade?

 
Schleiermacher foi o pai da Teologia Prática, criou-a como disciplina no séc. XIX na Alemanha.

A Teologia Prática é composta por um "conjunto de disciplinas teológicas que buscam avaliação critica, fundamentação teórica e planeamento da prática cristã, como disciplina temática especial."

Um dos campos de estudo da Teologia Prática são as práticas humanas e as suas experiências de fé, isto é, o lugar de atividade de Cristo no mundo.

As características da teologia Prática são:
é campo de dados (recolhe dos princípios e dos métodos de várias disciplinas)
exige um esforço por parte da tradição cristã
é pluridisciplinar (tem a contribuição dos outros campos de estudo e utiliza os métodos e resultados das ciências humanas)

A Teologia Prática tenta sintetizar a teoria e a prática e como é interdisciplinar fá-lo em conjunto com outras áreas do saber.

Mas a Teologia Prática em relação às outras áreas do saber teológico faz a diferença. Pois a sua reflexão é no âmbito da fé, das experiências de fé vivida e proclamada pelas pessoas que a viveram ou ouviram falar.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Segundo trabalho


Tempo
Espaço
História Universal
Teologia Geral
Teologia Prática
3 de outubro de 1974
Áustria
-Reforma Universitária
-Reforma implantada pela Imperatriz Maria Teresa
Unilateralidade visível e hierárquica da eclesiologia
-Pastoral é um conjunto de normas para os pastores
-Não à distinção entre teologia pastoral e prática
Séc. XIX
Alemanha
Reformas eclesiológicas da escola de Tubinga
Orientação bíblico-teológica ou eclesiológica
Unidade eclesiológico-pastoral
Séc. XIX
Europa
Pragmatismo político
Conceção antropológica dualista e individualista
Época dos manuais
1869
Europa e EUA
Revolução industrial
Concílio Vaticano I
Estuda as ações da Igreja na continuação da ação de cristo
1776
Estados Unidos da América
Revolução Americana
Igreja ao serviço do Estado


28 de julho 1914 a 11 de novembro 1918
Centrado na Europa
1ª Guerra Mundial
Corpo Místico de Cristo (Mistici Corporis Christi)
Pastoral estuda a ação da Igreja
1939 a 1945
Mundo
2ª Guerra Mundial
Comunidade Cristã ativa: Boulard
Pastoral de conjunto
1962
Itália
Concílio Vaticano II
Igreja = sacramento universal de salvação
Pastoral alicerçada em fundamentos teológicos

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Primeiro trabalho

  Apôs uma leitura atenta do texto FLORISTAN, Casiano, Teologia Prática. Teologia y Práxis de la accion Pastoral, ed. Sigueme, Salamanca 1993, 31-102 e de uma boa reflexão surgiram-me estes pensamentos:

  Numa primeira abordagem pode-se dizer que teologia pastoral é o mesmo que ação eclesial.

  A ação e os testemunhos de Jesus que são descritos nos evangelhos é o fundamento, a base da ação da Igreja, é aqui que tudo começa.

  A ideia que cada um tem referente a Jesus Cristo é às suas vivências, é influenciada pela educação cristã que se tem. A expressão de fé advém daí mas não influência a vivência que se tem na ação pastoral.

  A ação pastoral desenvolvida depois da II Guerra Mundial revela-se de duas formas que são: a mais conservadora que é como pastoral do cristianismo conservador, e uma mais liberal como missionária de estilo progressista. E é assim vista a cristologia, que é compreendida por uma perspetiva mais conservadora e por outra mais liberal.

  A imagem de Jesus não é a mesma para todas as pessoas, isto é, cada um vê à sua maneira, essa imagem é criada através da educação cristã que cada pessoa vai tendo ao longo da sua vida, da intensidade da sua fé e essencialmente da sua vivência na ação pastoral.

  Jesus agia de maneira diferente dos homens, por isso era especial e um modelo a seguir, exemplo disso são as suas várias ações como sacerdote, escriba e profeta do Reino, mas estas ações não são iguais às do homem, foram sim vividas e idealizadas à sua maneira.

  Se o próprio Jesus é o reinado de Deus, e a base do reinado é procurar a justiça real de ele próprio, daí ter escolhido defender os que estavam sós e que o homem não defendia que eram os oprimidos, pobres, marginalizados e ignorantes.

  As ações de Jesus foram vinculadas em três pontos muito importantes:

  • Milagres- são ações naturais de cura, mas que têm a mão de Deus, para se obter essa cura é necessário ouvir, acreditar e ter fé na palavra de Deus, só depois de se ter consciência disto tudo é que se pode seguir o caminho.

  • Perdão- o pecado era visto como algo muito importante, mas não positivamente, já o perdão era visto como algo grandioso e que não era para todos.

  • Comunidade de mesa- Deus integrava-se na comunidade, convivia com as pessoas e uma das maneiras era à mesa partilhando a comida.

  A conceção da Igreja nunca foi a mesma e nem foi vista da mesma maneira ao logo destes séculos, devido a vários acontecimentos históricos foi obrigada a inovar-se e a adaptar-se par poder acompanhar esses acontecimentos, mas a sua base esteve sempre intocável.